Pular para o conteúdo principal

Alta Crítica e a praga do Liberalismo teológico


  

Segundo informações obtidas no site Questões sobre Deus,  a Crítica Bíblica pode ser dividida em duas formas principais: Alta Crítica e Baixa Crítica. A Baixa Crítica é uma tentativa de achar a escrita original do texto, já que não mais possuímos os manuscritos originais. A Alta crítica lida com a autenticidade do texto. Certas perguntas são feitas, tais como: Quando foi realmente escrito? Quem realmente escreveu o texto?

Definição de Liberalismo - Teologia liberal (ou liberalismo teológico) foi um movimento teológicocuja produção se deu entre o final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião.


Em meados dos anos de 1880, se forma uma junta acadêmica chamada Alta Crítica ou Crítica Textual. A alta crítica tem como objetivo analisar minuciosamente as obras literárias e expor as características que o texto possui levando a crer que as obras foram compostas por outros métodos e autores e não pelos tradicionalmente aceitos. Nesse sentido, várias obras consagradas sofreram ataque da alta crítica, como Ilíada de Homero, Shakespeare entre outros, nos quais segundo a alta crítica são verdadeiros retalhos literários, ou seja eles não pertencem a seus autores tradicionais, mas a vários.

A Biblia como a maior obra literária não poderia ficar de fora dessa avaliação. Nesse sentido, a alta crítica "percebeu" que livros canônicos da Bíblia não haviam sido escritos pelos seus autores tradicionais mas eram "retalho de manuscritos". Um dos livros atacados foram os livros de Moisés, o qual que foi entendido como tendo quatro autores distintos bem como o livro de Isaías o qual possuiria no mínimo três autores. Aparentemente a Bíblia perdera a batalha, pela deslealdade do método aplicado e principalmente pelo fato dos manuscritos existentes, os massoréticos, serem as cópias mais antigas e remontarem a quase mil anos depois dos autógrafos (os originais escritos pelos autores).

A maior estigma deixada pela alta crítica no séc IXX foi o liberalismo teológico. Essa livre maneira de interpretar as Escrituras esvaziando-a dos seus atributos divinos, o qual infestou as escolas de Teologia, proporcionou um estrago irreparável na formação de jovens e líderes das igrejas que buscavam instrução genuína. O liberalismo levou muitos a observarem a Bíblia como uma simples composição humana cheia de falhas como qualquer escrito já produzido.


Alta  Crítica (ou Crítica histórica) -  é um termo acadêmico, usado neste contexto em um sentido puramente especial ou técnico; Em resumo, a Alta Critica é a discussão das datas e da autoria dos livros. Ela estuda a Bíblia do lado de fora, externamente, baseada apenas em fontes de conhecimento humano.
O assunto desse tipo de julgamento dos especialistas diz respeito à data do texto, seu estilo literário, sua estrutura, sua historicidade e sua autoria.
Ela  designar o estudo das origens históricas, as datas e autoria dos vários livros da Bíblia, e o grande ramo de estudo que na linguagem técnica da teologia moderna é conhecido como Introdução. É um ramo muito importante da ciência bíblica, e é da maior importância como auxiliar na interpretação da Palavra de Deus. Por suas pesquisas, abundante luz pode ser lançada sobre as Escrituras.

Baixa crítica (ou crítica textual)- A crítica textual é a disciplina que exige do exegeta não só o saber as línguas em que a Bíblia foi redigida, mas todas as informações sobre os manuscritos, versões, obras antigas (menção de autores eclesiásticos latinos e gregos) como também as tendências dos escribas. Os eruditos definem a crítica textual como uma iniciativa que tem como objetivo o realce da integridade de um determinado texto e um dos seus métodos é a comparação das divergências (variantes) nas cópias e manuscritos existentes de uma obra e tentar descobrir e/ou restaurar qual é a sua forma textual mais antiga; isto é, o texto mais próximo ao original. Nas palavras de Norman Gesiler - Quando o julgamento dos estudiosos se aplica à confiabilidade do texto bíblico, ela é classificada como baixa crítica ou crítica textual. A baixa crítica se aplica à forma ou ao texto da bíblia, numa tentativa de restaurar o texto original (...) estuda a forma das palavras de um documento, e não seu valor documental” (GEISLER e NIX, 1997, pp. 155/157).

O grande Problema reside especialmente na Alta Crítica; os homens dominantes do movimento eram homens com um forte preconceito contra o sobrenatural.

Alguns dos  mais ilustres líderes do movimento da Alta Crítica, especialmente na Alemanha e Holanda, têm sido homens que não têm fé no Deus da Bíblia, e sem fé em qualquer necessidade ou a possibilidade de uma revelação pessoal sobrenatural.
Os homens que foram as vozes do movimento, dos quais a grande maioria, menos conhecidos e menos influentes, têm sido meros ecos, os homens que produziram os artigos que outros distribuíram  têm sido notoriamente avessos ao miraculoso. As mentes dominantes que conduziram e influenciaram o movimento, que fizeram as teorias que outros circularam, eram fortemente incrédulos.


Então o movimento da Alta Crítica não seguiu seus propósitos verdadeiros e originais na investigação das Escrituras para efeitos de confirmação da fé e de ajudar os fiéis a compreender as belezas, apreciar as circunstâncias da origem dos vários livros, e assim entender mais completamente a Bíblia


Ele divergiu disso, em grande parte devido ao caráter dos homens cuja habilidade e força têm dado proeminência aos seus pontos de vista e identificou-se como um sistema de criticismo que se baseia em hipóteses e suposições que têm por objeto o repúdio da teoria tradicional, e investigou as origens, formas, estilos e conteúdos, aparentemente, não para confirmar a autenticidade, a credibilidade e a confiabilidade das Escrituras, mas para desacreditar, na maioria dos casos, sua genuinidade, descobrir discrepâncias e lançar dúvidas sobre a sua autoridade.
Estudiosos da Alta Crítica foram os pioneiros no Liberalismo Teológico”-Ou seja, teólogos que ensinavam uma crítica racionalista – e esvaziada de zelo – das escrituras. Suas críticas trouxeram grande incômodo à Teologia ortodoxa, pois   pretendiam destruir  algumas crenças asseguradas pela Tradição e pela historiografia ortodoxa. Dentre suas teorias, há o de que alguns livros da bíblia não foram escritos pelos homens mencionados nos próprios livros como seus autores. Afirmam que esses livros não foram escritos nas datas estimadas, bem como foram formados por vários documentos de diferentes datas. O Veterotestamento foi a primeira vítima desta corrente teológica.Em 1753, o francês Jean Astruc defendeu a idéia de que o livro de Gênesis teve duas fontes diferentes. Isto porque o nome “divino” aparece como Elohim ou YHWH. Segundo essa linha, isso fez com que Moisés tivesse usado duas fontes escriturais diferentes, ou seja, livros existentes anteriormente ao surgimento do livro de Gênesis. Mais tarde, escritores racionalistas franceses e alemães ampliaram esta teoria   e disseram que o Pentateuco foi uma obra construída uma época posterior a Moises.
Outro teólogo, Julius Wellhausen, corroborou com essa teoria, ao afirmar que “nenhum dos textos do Pentateuco foi escrito por Moisés e estimou que todo o registro relativo aos sistemas sacerdotal ou às leis sacrificiais foi compilado por homens que viveram mil anos depois de Moisés”.
Mas sua crítica em relação ao Pentateuco não se limita apenas a negar a autoria mosaica do mesmo, mas também a acontecimentos históricos narrados em seus escritos. Como exemplo, pode-se citar a existência, ou não, do tabernáculo no deserto; afirmam que esse relato foi inventado por sacerdotes do período pós-exílico.

 Outra grave afirmação desta corrente teológica, foi a de que Deus não se revelou ao povo da antiguidade como o único Deus. Para eles, “os patriarcas da época de Abraão eram animistas simplórios (adoradores de pedras e árvores). Já nos tempos de Moisés teriam sido politeístas (adoradores de muitos deuses). Afirmaram também que Davi foi henoteísta (alguém que crê que toda nação tinha seu deus particular” (HARRIS, 2010, p. 101). Mas suas críticas foram além do Pentateuco.
 Para eles, o livro de Isaías foi escrito supostamente por três ou mais indivíduos, refutando assim a profecia da chegada de Ciro com 175 anos de antecedência. Conforme seus ensinos, isso teria sido registrados por Deutero-Isaías, que viveu durante o reinado daquele monarca. Assim, tratavam como registro da história antiga e não como profecia. Podemos enxergar a alta crítica como fruto do modernismo liberal surgido no Iluminismo, no século das luzes (XVIII).

 Destaque para a escola alemã, que, no início do séc. XX infectou vários estudantes de teologia que iam à Europa estudar.

 Podemos considerar o liberalismo teológico como uma verdadeira praga que esta infestando a  Igreja desde o século 18.

Daí ela começou a rondar os círculos acadêmicos de todas as partes do globo, saindo , logo em seguida, das fileiras acadêmicas para os seminários , onde se formam os pastores das Igrejas e dos seminários ela foi se instalar atrás dos púlpitos onde causou danos inimagináveis.

O liberalismo quando não crê na intervenção miraculosa de Deus na História também descrê na capacidade de Deus intervir na vida dos fiéis, de ouvir oração, da Bíblia poder transformar vidas. Em resumo , o liberalismo é uma forma diabólica de descaracterizar a fé cristã. a fé cristã.


Fontes:
http://evidenciadasalvacao.blogspot.com.br/2012/03/biblia-e-alta-critica.html

http://aprendizdeteologia.blogspot.com.br/2010/06/alta-critica-e-biblia-sagrada.html

 http://reformados.com.br/a-historia-da-alta-critica/

Comentários

Total de visualizações