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Teologia do Pacto e Dispensacionalismo - Visões opostas


Quando um cristão  quer aprofundar-se nas Escrituras ele vai ter de fazer uma escolha fundamental,  uma escolha que muitas vezes  nem se dando conta de que existe.
Ou você enxerga a história da Bíblia como  várias dispensações ou enxerga essa mesma história como dois pactos distintos: Pacto das Obras e Pacto da Graça. São dois  métodos de interpretação bíblica, dois métodos hermenêuticos.


Dispensacionalismo

O  dispensacionalismo  percebe vários modos diferentes de  Deus tratar com o homem no decorrer da revelação bíblica quanto  ao modo de lhe  administrar a salvação. Cada uma dessas diversas formas de Deus se relacionar com o homem é chamada dispensação. 
A  dispensação prova o homem em sua fidelidade  em relação às ordenanças recebidas. O homem recebe alguns preceitos e deve obedecê-los. Eis o conceito de  dispensação.
Embora hajam divergências, a maior parte dos dispensacionalistas entendem que há sete dispensações: inocência (antes da queda), consciência (Adão a Noé), promessa (Abraão a Moisés), Lei (Moisés a Cristo), graça (Pentecoste ao arrebatamento), e o milênio.
Os teólogos desta corrente de pensamento também  afirmam que a sua  interpretação  é  sempre literal da Escritura, desta forma as promessas de Deus são sempre literais e nunca metafóricas. As figuras de linguagem só ilustram as promessas.
Há também  uma separação   entre Israel  e a igreja. Há  dois povos distintos Israel e a Igreja. Embora tanto judeus como gentios sejam salvos por Cristo através da fé, o Israel crente receberá das promessas "terrenas" adicionais  e a Igreja recebe apenas promessas para vida eterna.



 Teologia do Pacto

A Teologia do Pacto, ou Teologia da Aliança goza de inteira aceitação entre a grande maioria dos teólogos e estudantes da Bíblia desde muito cedo na história cristã, desde Agostinho de Hipona. Ela também é o método de interpretação oficial dos puritanos e reformados. A visão  pactual é usada na Confissão de Fé de Westminster (1646), a Declaração de Savoy (1658), de Londres, e  na Confissão Batista de 1689.
A Teologia da Aliança ensina que Deus administra a história da salvação em apenas dois pactos, o pacto das obras, feito com Adão e  Eva antes da queda  e o pacto da graça com a promessa feita por Deus em Gênesis 3.15.
O pacto das obras prometia a vida, se eles fossem obedientes e a morte se desobedecessem. Adão quebrou sua aliança com Deus ao transgredir o único mandamento que havia recebido. Ele estava condenado à morte espiritual e posteriormente física.
A aliança com Adão falhou, mas a aliança com Cristo é infalível, Ele morreu para tornar nossa Salvação uma realidade incontestável, uma aliança eterna. Ele foi capaz de cumprir o pacto por mim e por você, nos ligando novamente a Deus e nos  fazendo dignos de sermos chamados filhos de Deus.
Depois da falha de Adão e Eva não restava mais nenhum meio de salvação a não ser a confiança nos méritos de Jesus, o Filho de Deus, como nosso Salvador. Desta forma, em Cristo a Igreja torna-se o novo Israel e o Povo Santo no Novo testamento, pois não há mais divisão entre gentio e judeu. Como lemos:

 Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.
Gálatas 3.28

Algumas das promessas feitas a Israel no AT já  se cumpriram e  outras ainda se cumprirão. Porém, as promessas que se referem  à restauração final e ao plano de salvação  dizem respeito à Igreja agora, a noiva de Cristo com a qual ele fez sua aliança e  trará a sua bênção.

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